O que é Dab? Como fumar Dab?

O que é Dab? Como fumar Dab?

Dab é a vaporização rápida do óleo concentrado de cannabis, ou maconha, como preferirem.

Isso se dá esquentando o prego de vidro ou metal de um bong com um maçarico e depois colocando um pouquinho de óleo com uma pinça (dabber) em cima, aspirando a fumaça que sai.

Colocando um pouco de óleo com um dabber  num prego quente.

 

 

Primeiro de tudo, você precisa de um concentrado de cannabis.

Há várias formas de se extrair o óleo concentrado da cannabis (Ice ou Bubble Hash, Shatter, BHO, Rosin, etc.).

Cada método resulta em óleos com concentrações diferentes de THC que podem chegar em até 90%.

Uma das formas mais simples de extrair o óleo da cannabis é através do gás butano, o chamado BHO (Butane Hash Oil)

Veja abaixo um vídeo de como extrair o BHO:

Como fumar Dab?

Fumar Dab ou mandar um Dab (que em inglês significa tocar de leve) é dar uma bongada com o óleo ou concentrado de cannabis.

Para isso você precisa de um bong especial para óleo.

Há dois tipos de bongs para fumar o dab: os bongs com o nail (prego) de metal e os bongs com prego de vidro, no Brasil, o mais comum é o bong de vidro.

O prego é onde você vai colocar o óleo, e o dome é a carapuça que ajuda a não deixar a fumaça escapar.

Bong com prego de vidro.

Veja na figura acima o que você precisa para o Dab:

  1. Extrato ou óleo de cannabis.
  2. Um bong próprio para óleo
  3. Este é o Prego
  4. Este é o Dome (uma carapuça de vidro)
  5. Um maçarico ou isqueiro maçarico (bem mais prático)
  6. Este é o Dabber, usado para aplicar o óleo

E como fumar o dab?

  1. Ligue o maçarico ou isqueiro-maçarico e aqueça o prego até ficar bem quente
  2. Desligue o maçarico e coloque o dome.
  3. Peque sua pinça, ou dabber, pegue um pouquinho de óleo e coloque o óleo direto no prego quente
  4. Puxe a fumaça e divirta-se.

 

Qual a quantidade de óleo em cada fumada? Basta um pouquinho para se ter uma fumada bem satisfatória.

 

 

 

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Uruguai legaliza plantio e venda da maconha pelo Estado

Com 16 votos favoráveis e 13 contrários, o Senado uruguaio aprovou na terça-feira, 10, o projeto de lei que torna o país a primeira nação do mundo a legalizar o cultivo e a distribuição de maconha em seu território por meio do Estado, além de regulamentar o consumo da droga, descriminar a posse, a venda e a produção da erva. Qualificada pelo presidente José Mujica como um “experimento”, a nova legislação tem o objetivo de combater o narcotráfico e foi discutida por quase 12 horas na Câmara Alta.

Uruguay's Senate debates a government-sponsored bill establishing state regulation of the cultivation, distribution and consumption of marijuana during a session in MontevideoFoto: Andres Stapff/Reuters
Projeto de lei proposto pelo Executivo foi aprovado após quase 12 horas de discussão

O chefe do Executivo uruguaio, de onde parte o proposta, tem dez dias para sancionar a lei – que, segundo analistas, demorará ao menos quatro meses para ser plenamente regulamentada.

A legislação permite que usuários de cannabis comprem até 40 gramas de maconha por mês, em farmácias, e cultivem até 6 pés da erva individualmente. Se reunidos em clubes com 15 a 45 integrantes, eles poderão cultivar até 99 plantas.

“O enfoque preventivo e educativo (sobre a droga) deve estar incorporado aos sistemas formais e não formais de educação (…). Um mundo de incertezas, onde o os desafios diante dos riscos vinculados ao consumo problemático de drogas estejam presentes, exige fortalecer os fatores de proteção”, diz a lei.

O presidente uruguaio afirmou ontem no Canal 4 que “há muita dúvida e a dúvida é legítima”. “Mas a dúvida não nos pode impedir de ensaiar caminhos diante de um problema. Não estamos totalmente preparados (pata a legalização da maconha)”, disse Mujica, pedindo “audácia” aos legisladores e à sociedade uruguaia.

“Isso não é uma festa, é como quem toma um purgante: é tomar medidas que não são bonitas; não queremos deixar essa gente (os usuários de maconha) entregue ao narcotráfico”, declarou o presidente. “Quem diz que o tabaco é bom? Mesmo assim, as pessoas fumam.”

Na lei, consta que “a estratégia nacional não compartilha os enfoques proibicionistas e as concepções de ‘guerra contra as drogas’ (…) que tiveram como consequência causar mais dano, provocaram violência e corrupção e não tiveram êxito nas metas que perseguem”.

Segundo analistas, o efeito imediato da aprovação legislativa e a subsequente sanção presidencial será o fim de processos contra os usuários de maconha e pessoas que tenham plantas da droga em suas casas. A plena aplicação da lei, porém, só ocorrerá após a regulamentação de todos os seu detalhes, que pode levar até 180 dias.

“A guerra contra as drogas fracassou”, disse o senador Roberto Conde, da coalizão governista, a Frente Ampla, ao apresentar o projeto para discussão na Câmara Alta. “Essa realidade já está instalada no país. A maconha é a droga ilegal de maior consumo, fundamentalmente entre os jovens. Já tem uma baixíssima percepção de risco e é de fácil acesso.”

O consumo de cannabis representa 70% do uso de drogas ilegais no Uruguai – e duplicou-se nos últimos dez anos. Segundo cálculos do governo, quase 130 mil pessoas fumam maconha no Uruguai, país com 3,3 milhões de habitantes. Associações de usuários, porém, dizem que 200 mil uruguaios consomem a droga atualmente.

“É uma loucura que prendam pessoas por plantar maconha”, disse Sebastián Romero, de 24 anos, que afirma cultivar a droga desde os 18. “Com a (nova) lei, fico tranquilo de que estou seguindo as normas”, disse o jovem, que considera a legislação “um grande passo”.

Fonte: EFE e AFP

Porque não legalizar?

A pergunta do título provavelmente é a pergunta mais frequente feita pelos usuários da famosa cannabis sativa, conhecida também pelo nome de maconha. Entretanto, a pergunta que deveria ser feita é: por que ela é proibida? Muitos dos leitores não devem fazer ideia do motivo pelo qual o “cigarrinho de artista” é proibido, enquanto drogas que causam danos maiores à nossa saúde são  legalizadas, e oferecidas nas prateleiras dos melhores supermercados, ou receitadas por médicos, como, por exemplo, os emagrecedores.

Uma lei criada na mesma época da lei seca dos Estados Unidos (que proibiu o consumo do álcool no país), gerou uma onda de proibição da maconha que percorreu o mundo. Para ser mais preciso, a maconha foi proibida posteriormente ao álcool, devido a uma reportagem panfletária, regada a preconceito, de um pastor conservador que demonizava a ervinha e dizia que ela seria o fim da geração jovem do país, sem que nenhuma evidência científica fosse apresentada. A mentira foi se espalhando pelo nosso planeta e hoje poucas pessoas sabem que a proibição da cannabis tem a mesma origem da proibição da adorada cervejinha e que o lobby das empresas de bebidas venceu o conservadorismo  americano. A maconha não teve a mesma sorte e hoje ela é proibida, criminalizada e dominada em toda a cadeia produtiva pelo crime organizado.

Muitos vão dizer que a maconha deve continuar a ser proibida por causar mal e ser entrada para drogas mais pesadas. Primeiro: causar mal até causa, mas realizadas sobre o dano gerado pelo uso contínuo da cannabismostraram que é um dano mínimo se comparado ao causado pelo uso de fármacos distribuídos e altamente disseminado na comunidade médica, para não falar dos danos de longo prazo do cigarro e do álcool. O fato de causar mal não é justificativa para a proibição, por que, bem ou mal, até o salgadinho com gordura trans faz mal e a escolha entre o prazer e o dano à saúde é um trade off que deve ser feito pelo usuário, visto que o perfil do usuário não é o de provocar danos à outrem, da mesma forma que deve ser feito pelo cara do bar da esquina ou pela garota comendo um cachorro quente cheio de maionese no bar da escola.

Agora, a segunda razão, talvez a que gere mais consenso entre os setores conservadores da sociedade, é a maconha ser entrada para drogas mais pesadas, como antidepressivos, álcool, tabaco, calmantes e tantas outras. É aquele famoso mito da busca incansável pelo maior teto. Entretanto, da mesma forma que nem todo mundo que bebe procura outra droga mais forte que o deixe mais doidão do que quando está bêbado, o usuário não procura uma droga que o deixe mais louco de quando ele fica chapado. Até por que o princípio ativo das outras famosas drogas ilícitas é completamente diferente do princípio ativo da maconha, dando assim baratos diferentes, o que desmitifica o fato do cara querer ficar mais chapado. Se o maconheiro quiser ficar mais chapado, ele vai ter que fumar mais maconha, e não fumar crack.

A proibição gera a criminalização do usuário e isso é preocupante, principalmente pelo recorte de classe estabelecido em função da subjetividade e da arbitrariedade concedida às autoridades ao determinar judicialmente a condição de usuário e de traficante, pois vemos muitos jovens, de qualquer classe social, sendo tratados como bandidos por acenderem um baseado. Não dá para ignorar o fato de que a criminalização do usuário da maconha se intensifica no usuário de baixa renda, pois o ‘playboy’ na maioria das vezes vai levar um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e uma bronca dos pais, enquanto o morador da favela muitas vezes responde por tráfico e é esculachado pela polícia truculenta e  repressiva, mesmo após terem sido pegos com a mesma quantidade de maconha que o usuário de classe média.  Mas, existe uma criminalização que é tão ruim quanta a da nossa jurisdição: a criminalização da sociedade, que julga o usuário como se fumar maconha determinasse o caráter da pessoa ou até mesmo a sua qualidade como profissional.

A maconha não é só usada  por jovens incosequentes ou por hippies, ela é usada  por médicos, advogados, políticos e empresários. Trata-se de uma planta que tem a capacidade de baixar o stress da rotina e é uma forma de desligar, não só dos problemas da nossa sociedade movida pela ambição capitalista das pessoas, uma forma de  refletir sobre o nosso mundo ou simplesmente um subterfúgio para rir com bons amigos e compartilhar momentos juntos sem consequencias alarmantes ou irresponsáveis

Entretanto, a maconha não tem só o caráter de droga recreativa ou espiritual, ela também é um forte remédio para a ansiedade, dor, e falta de apetite. Sendo utilizada em diversos países de forma medicinal, até mesmo na casa do Tio Sam, onde ela foi proibida primeiramente. Mas não é só na medicina que a maconha pode ser utilizada. O cânhamo, a fibra da planta, é uma fibra mais forte que o algodão, ou seja, com ela podem ser fabricadas roupas mais resistentes e baratas. Sem contar que a cannabis sativa é uma planta que requer bastante sol e pouca água, e eu conheço um lugar no Brasil que tem a condição perfeita para a sua produção: o nordeste brasileiro. O que mudaria não só a condição econômica da região, mas a vida dos agricultores familiares que, por meio de cooperativas, poderiam mudar sua vida e de sua comunidade.

Isso que ainda nem falamos que a produção legal  da erva gerará impostos que serão revertidos em educação, saúde e infraestrutura do nosso país. Sem contar que com a produção controlada o usuário terá acesso a uma maconha de qualidade superior, sem uma  série de produtos que são colocados pelos traficantes para render na quantificação da mercadoria.  A legalização trará outros benefícios como o enfraquecimento do tráfico, a possibilidade de uma campanha do uso consciente, como atualmente são as de utilização de preservativos da cannabis, e do maior acesso à informações que levem o jovem a fazer uma escolha por fumar ou não fumar com maior propriedade. É por esses e tantos outros motivos que defendemos a legalização como principal luta, pois entendemos que a  descriminalização é um avanço importante; mas não deve ser o fim de nossa luta e sim o próximo passo.

Como a maconha age no cérebro

Como qualquer outra droga, os efeitos vão depender da quantidade usada, da combinação com o uso de outras drogas e com outros fatores relacionados ao ambiente, ao estado emocional do usuário e às suas expectativas. Algumas pessoas, ao usarem maconha, sentem-se relaxadas, falam bastante, riem à toa. Outras sentem-se ansiosas, amedrontadas e confusas. A mesma pessoa pode, de um uso para outro, experimentar efeitos diferentes.

Em doses pequenas, a maconha distorce os sentidos e a percepção. As pessoas podem relatar que as músicas ficam mais bonitas, as cores mais vivas, o cheiro, o gosto e o tato mais aguçados. A percepção de tempo e distância também fica alterada e a consciência corporal aumentada. Todas essas sensações podem ser prazerosas para algumas pessoas e desagradáveis para outras.

Em altas doses, a possibilidade de experimentar sensações desagradáveis aumenta, podendo gerar confusão mental, paranoia (sensação de estar sendo perseguido), pânico e agitação. Podem também ocorrer alucinações e delírios.

Mas o problema não acaba aqui. O ingrediente ativo na cannabis, THC, permanece depositado no corpo por semanas ou mais. Já se sabe que o uso continuado interfere na capacidade de aprendizagem e memorização e pode induzir a um estado de amotivação, isto é, não sentir vontade de fazer mais nada, pois tudo fica sem graça e sem importância. Esse efeito crônico da maconha é chamado de síndrome amotivacional. Além disso, a maconha pode levar algumas pessoas a um estado de dependência, isto é, elas passam a organizar sua vida de maneira a facilitar o uso da droga, e tudo o mais perde seu real valor.

Outro fator muito importante sobre os efeitos psíquicos produzidos pela maconha: existem provas científicas de que se o indivíduo tem uma doença psíquica qualquer, mas que ainda não está evidente (a pessoa consegue “se controlar”) ou a doença já apareceu, mas está controlada com medicamentos adequados, a maconha piora o quadro. Ou faz surgir a doença, isto é, a pessoa não consegue mais “se controlar”, ou neutraliza o efeito do medicamento e ela passa a apresentar novamente os sintomas da enfermidade.

Com relação aos efeitos físicos, a curto prazo são eles: falta de coordenação motora, sonolência, os olhos ficam meio avermelhados (hiperemia), a boca fica seca (xerostomia) e o coração dispara, de 60 a 80 batimentos por minuto pode chegar a 120 a 140 ou até mesmo mais (taquicardia).

A legalização da maconha no Brasil e no mundo

cannabis sativa, popularmente conhecida como Maconha, é um tema controverso no quesito legalização. A opinião dos que discutem esse tema é bem divida, com benefícios e malefícios.

Os que são a favor da legalização falam do seu potencial medicinal, calmante e os benefícios que o governo teria com impostos e desarticulação do narcotráfico.

Os que são contra a legalização afirmam que a maconha não deixa de ser droga e os seus malefícios já são conhecidos da sociedade.

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A legalização da cannabis se refere às leis que a regulam, como seu uso, a posse, o cultivo, a transferência e o comércio. Desde o início da proibição do uso da planta em meados do século XX, a maioria dos países não reviu a legislação sobre o uso da droga para uso pessoal, apesar de mais de 10 países toleram ou terem descriminalizado o uso e/ou o seu cultivo em quantidades limitadas pelo governo.

Há países em que é permitido o uso medicinal, tais como: Canadá, Israel e República Tcheca.

Nos Estados Unidos da América, há uma lei federal que proíbe qualquer tipo de venda ou posse da droga. Todavia, a aplicação desta lei varia muito entre os estados do país, sendo que alguns criaram programas de uso medicinal da maconha, contrariando a lei federal (Califórnia, Oregon, Washington, Nevada, Montana, Colorado, Novo México, Michigan, Vermont, Maine, Rhode Island, Havaí e Alasca).

Nos Países Baixos (frequentemente chamados de Holanda, mas de forma imprecisa), a cannabis é formalmente ilegal, mas as decisões do judiciário neerlandês mostram que nenhuma ação deve ser tomada em caso de posse de uma pequena quantidade e sobre a venda sob condições estritas.

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Em Portugal a posse da droga é limitada a 25g de erva, 5g de Haxixe e 2,5g de Óleo de cannabis. Os limites são definidos por 10 doses diárias e se forem excedidos é considerado tráfico de drogas. O uso da maconha foi descriminalizada em 06/07/2000, em uma lei aprovada no Parlamento. Espanha e Itália foram os dois países europeus a descriminalizar o uso da maconha antes de Portugal.

Alguns países têm leis que não são tão rígidas como as de outros, como é o caso do Brasil pela Lei 11.343, em seu art. 28, que determina as seguintes penas:

I – advertência sobre os efeitos das drogas;

II – prestação de serviços a comunidade;

III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

Mas muito cuidado, pois o tráfico é fortemente repreendido pelo Código Penal do Brasil.

Muitos defendem a legalização da cannabis, acreditando que isso pode eliminar o narcotráfico e a criminalidade associada a ele, além de produzir uma valiosa fonte de impostos e reduzir os custos de policiamento. Em 2010, um artigo publicado na revista Lancet sugeriu que a maconha fosse menos prejudicial, tanto para o indivíduo consumidor quanto para a sociedade, do que drogas legalizadas, como o álcool e o tabaco, dando respaldo a argumentos em favor da legalização.

Fonte: Wikipedia.

O que é a Maconha?

O QUE É A MACONHA?

São as flores e folhas secas da planta CANNABIS SATIVA, também conhecida como Cânhamo verdadeiro. Os cigarros são chamados de: erva, pacau, baseado, charão, fininho ou finório. Contém várias substâncias que têm efeitos cerebrais, a mais conhecida sendo o delta-9-tetrahidrocanabinol (D -9-THC,THC). Também contém substâncias que não agem no cérebro, como o alcatrão. Outras preparações da CANNABIS são o haxixe, ganja e charas.

POR QUE É USADA?

Os efeitos variam se a droga é fumada ou tomada, e dependem da quantidade usada. Com doses baixas há euforia (sensação de bem-estar) e risos, quando em grupo, ou há relaxamento e sonolência, se está sozinho. A memória fica prejudicada e a pessoa não consegue executar tarefas múltiplas. Há aceleração do tempo subjetivo, fazendo minutos parecerem horas, e confusão entre passado, presente e futuro. Os sentidos ficam aguçados, mas o indivíduo tem menor equilíbrio e força muscular. Os olhos ficam vermelhos (congestão da conjuntiva), a boca seca, e aumenta a vontade de comer doces.

O pulso fica acelerado, e a pressão pode diminuir quando a pessoa fica em pé, causando tontura. Com doses mais altas iniciam os delírios (desorientação, confusão, raciocínio incoerente, medo, ilusões), alucinações (perceber algo quando não há estímulo) e despersonalização (sente que não é mais ele mesmo), que podem atingir um nível de psicose tóxica. Nestes estágios de intoxicação a pessoa pode sentir-se muito mal, mostrar-se agitada e confusa, caracterizando a má viagem.

FAZ MAL PARA A SAÚDE?

Sem referir aos problemas de comportamento já citados, é conhecido que:

– fumar maconha traz os mesmos problemas que fumar cigarro de tabaco: bronquite, asma, faringite e enfisema, quando fumada em grandes quantidades.

– diminui a imunidade, aumentando a chance de ocorrerem infecções;

-se for usada durante a gravidez, existe a possibilidade de prejudicar o feto.

PODE OCASIONAR DEPENDÊNCIA?

A dependência pode ocorrer por uso repetido, durante bastante tempo. Pode haver tolerância (precisa-se usar maior quantidade de droga para sentir os mesmos efeitos de antes), de forma que a pessoa passa a fazer uso diário da droga, no entanto, a suspensão abrupta do uso não produz sintomas físicos. O dependente se afasta da família, do trabalho e do lazer, para ficar usando a droga. Alguns podem perder o interesse por cuidar de sua saúde ou higiene.

O QUE FAZER EM CASOS DE “MÁ VIAGEM” ?

Conduzir um indivíduo a um centro de urgências é a melhor medida. Caso não seja possível, é importante colocar a pessoa em ambiente calmo, sempre acompanhado por alguém, evitando que machuque a si ou a outras pessoas. Não dar remédios ou bebidas alcoólicas.