Vaporizador de Maconha – Como fazer em Casa

Um tema muito comum entre pessoas adeptas à cultura canábica é o melhor jeito de você consumir a maconha. Como todos sabemos, existem várias maneiras diferentes, que vão da velha e tradicional sedinha, até bongs, pipes e vaporizadores. No post de hoje, vamos focar o papo no que se chama de vaporização, infelizmente ainda não muito comum no Brasil.
Por experiência própria, posso dizer que há algum tempo, eu abandonei o hábito de enrolar um cigarrinho de maconha, para apenas vaporizar. Apoiado em artigos e notícias das novidades que acontecem no mundo canábico, comecei a ver e a sentir de perto, como de fato consumir maconha de uma forma responsável, no que chamamos de redução de danos.
Conversando com amigos, que atualmente vaporizam, o que não faltam são elogios, desde o gosto e a ausência daquela fumaça quente e cancerígena, até mesmo o simples fato de sentirem que duram mais as suas ervas, afinal, quando se trata de uma maconha de qualidade que está sendo vaporizada os efeitos costumam ser longos e duradouros.
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Quando você opta por vaporizar a maconha, saiba que além de estar utilizando o método mais eficiente que existe no mundo até agora para se consumir a droga. A vaporização permite que você aprecie o momento, pois o processo que libera os canabinóides acaba sendo lento e prazeroso, sem que você desperdice a fumaça, já que ela fica retida no reservatório do equipamento de vaporizar, ao invés de se perder pelo ar, no ato de fumar, ou quando seu baseado fica queimado entre uma tragada e outra.
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Apesar de eu ter a sorte de não precisar me preocupar com o cheiro da queima da maconha, isso é um problema que muitos enfrentam todos os dias, sejam aqueles que moram ainda com os país, ou simplesmente tem um vizinho chato de porta, que odeia o cheiro da maconha. Quando você opta por vaporizar, além de estar reduzindo os danos, também não vai precisar mais preocupar com o cheiro, pois qualquer vaporizador é muito bom neste quesito. Além de estar reduzindo os danos ao consumir maconha, é um equipamento perfeito para pessoas mais tímidas e que não querem levantar suspeita quanto ao uso de maconha.
Para quem ainda não quer investir num vaporizador, veja vídeo abaixo de como fazer um vaporizador caseiro:

Cliff Maynard – Arte com pontas de baseado

O americano Cliff Maynard desenvolve um tipo de arte no mínimo exótica, Cliff produz suas obras ao melhor estilo “jamaicano” usando as pontas do baseado para elaborar as imagens, e assim ainda ajuda o meio ambiente, reciclando as pontas do baseado.

O curioso é pensar a forma como ele consegue material para a produção das peças(rs), esse trabalho deve ser extremamente prazeroso pra Cliff.

Veja alguns trabalhos feitos pelo americano logo abaixo ou visite o site do artista no link http://www.chronic-art.com, o artista também disponibiliza as peças para venda.

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Vejam o Vídeo:

O cara desenha tudo com ponta de cigarro!..

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Maconha x Álcool – Maconha Vs Álcool

Colocamos na balança: Maconha vs Álcool?

O álcool é um tipo de droga licita depressora de ação central ou psicolépticos é uma substância capaz de diminuir as atividades cerebrais, possuindo também alguma propriedade analgésica. Efeitos sobre as pessoas: tornam-se sonolentas, lerdas, desatentas e desconcentradas.

A dependência de álcool acomete de 10% a 12% da população. A incidência de alcoolismo é maior entre os homens do que entre as mulheres. No Brasil: o álcool é responsável por cerca de 60% dos acidentes de trânsito e aparece em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas. De acordo com pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), entre estudantes do 1º e 2º graus de 10 capitais brasileiras, as bebidas alcoólicas são consumidas por mais de 65% dos entrevistados, estando bem à frente do tabaco. Dentre esses, 50% iniciaram o uso entre os 10 e 12 anos de idade.
maconha é um tipo de droga ilícita, a qual é uma perturbadora do sistema nervoso central, produzindo quadros de alucinação ou ilusão, geralmente de natureza visual. Efeito: o cérebro passa a funcionar fora do seu normal e sua atividade fica perturbada.
dependência da maconha vem sendo diagnosticada há algum tempo, nos mesmos padrões das outras substâncias. Muitos estudos comprovam que os critérios atuais de dependência aplicam-se muito bem à dependência da maconha bem como de outras drogas.
O risco de dependência aumenta conforme a extensão do consumo. Apesar disso, alguns usuários diários não tornam-se dependentes ou desejam parar o consumo. A maioria dos usuários não se torna dependente e uma minoria desenvolve uma síndrome de uso compulsivo semelhante à dependência de outras drogas. Casos de dependência estabelecida devem ser encaminhados para atenção profissional especializada.
maconha é considerada pela maioria dos especialistas como uma droga menos tóxica e que provoca menos dependência que o álcool. A toxidade da maconha recebeu nota 0,99, inferior às do álcool (1,40) e do tabaco (1,24) e muito distante de drogas pesadas como heroína (2,78) e cocaína (2,33). Também em relação à dependência, a maconha se mostrou menos prejudicial que outras drogas, recebendo nota 1,51, abaixo das do álcool (1,93) e do tabaco (2,21) e bem menor que das drogas pesadas como heroína (3,00) e cocaína (2,39).
A toxidade aguda (aquela produzida por uma única dose) da maconha é desprezível e não há registros de pessoas que tenham morrido por overdose de maconha ou cuja saúde tenha sofrido algum dano devido ao uso esporádico da erva. A toxidade crônica (aquela proporcionada pela exposição contínua à droga) é significativa, mas inferior aos danos causados pelo tabaco e pelo álcool. É bastante provável que o uso contínuo de maconha aumente as chances de se desenvolver câncer, principalmente porque muitos dos usuários da cannabis não utilizam qualquer tipo de filtro.
É sabido também que o uso da maconha prejudica a memória de curto prazo, mas estes efeitos normalmente desaparecem quando se cessa o uso. Não há indícios de que a droga provoque danos cerebrais permanentes, e as pesquisas mais recentes já demonstraram ser falso o popular discurso de que “maconha queima neurônios”.A dependência causada pela maconha também é inferior às provocadas pelo álcool e pelo cigarro. O usuário pode desenvolver tolerância à maconha e precisar utilizar cada vez maior quantidade da droga para produzir o mesmo efeito psicoativo, mas após uma interrupção do seu uso por alguns dias, a tolerância desaparece.
A ciência tem provado a cada dia que a maconha é uma droga muito menos tóxica e que gera menor dependência que as drogas legalizadas. Então por que criminalizar tanto a cannabis e continuar permitindo a comercialização de bebidas alcoólicas e cigarros de nicotina, que causam muito mais dependência?
Na maioria das vezes isso acontece por ignorância científica – ou pior – por falta de coragem política de quem legisla para desafiar o senso comum e iniciar um debate sério sobre a legalização da cannabis.

Documentário Cortina de Fumaça

O filme “Cortina de Fumaça” coloca em questão a política de drogas vigente no mundo, dando atenção às suas conseqüências político-sociais em países como o Brasil e em particular na cidade do Rio de Janeiro.

“Toda verdade passa por três estágios. No primeiro, ela é ridicularizada. No segundo, é veementemente antagonizada, somente no terceiro estágio, ela é aceita.”

Através de entrevistas nacionais e internacionais com médicos, pesquisadores, advogados, líderes, policiais e representantes de movimentos civis, o jornalista Rodrigo Mac Niven traz a nova visão do início do século 21 que rompe o silêncio e questiona o discurso proibicionista.

Filme Paraísos Artificiais

Em uma paradisíaca praia do Nordeste brasileiro, Shangri-La -um enorme festival de arte e cultura alternativa – é pano de fundo de experiências sensoriais intensas entre três distintos jovens contemporâneos: Nando (Luca Bianchi), a DJ Érica (Nathalia Dill) e sua melhor amiga Lara (Lívia de Bueno). Sem que percebam, como meras peças de um caótico jogo do destino, o encontro muda radicalmente suas vidas para sempre.
Uma trama envolvente, em pleno boom da música eletrônica no Brasil, que apresenta uma comovente história de amor e superação, o envolvimento de jovens de classe média no tráfico internacional de entorpecentes, intensas celebrações, conflitos e destinos cruzados pelo tempo.
Dos produtores de Tropa de Elite I e II, PARAÍSOS ARTIFICIAIS é um filme de Marcos Prado – premiado diretor de Estamira – e foi rodado em Amsterdam, no Recife e no Rio de Janeiro.

Veja o Trailer:

 

História da Maconha – A droga mais polêmica do mundo

Abra sua mente, conheça um pouco mais sobre a história da Cannabis sativa. Esta pesquisa não tem intenção de fazer apologia ao uso de drogas, mas de uma análise historiográfica em torno da origem da maconha no Brasil e no mundo.

A HISTÓRIA

Maconha, a droga mais polêmica do mundo possuí seu primeiro registro em 27.000 a.C. A planta tem origem no Afeganistão e era também utilizada na Índia em rituais religiosos ou como medicamento. Na mitologia, a Cannabis era a comida preferida do deus Shiva, portanto, tomar bhang, uma bebida que contém maconha, seria uma forma de se aproximar da divindade. Na tradição Mahayana do budismo, fala-se que antes de Buda alcançar a iluminação, ficou seis dias comendo apenas uma semente de maconha por dia e nada mais. Como medicamento a planta era usada para curar prisão de ventre, cólicas menstruais, malária, reumatismos e até dores de ouvido.


Há quem negue a história do Buda, mas há quem afirme.

Romanos e gregos usavam-na para a fabricação de tecidos, papéis, cordas, palitos e óleo. Heródoto, o pai da História, menciona a utilização do cânhamo (presente no caule da maconha), para fazer cordas e velas de navios. Inclusive, é bom mencionar o quão presente esta planta esteve na formação do Brasil, pois as velas e cordas das caravelas portuguesas que aqui chegaram também eram feitas de cânhamo, assim como muitas vestimentas dos portugueses.

O cultivo da maconha se expandiu da Índia para a Mesopotâmia, depois Oriente Médio, Ásia, Europa e África. Na renascença a maconha tornou-se um dos principais produtos agrícolas europeus, sendo pouco usada como entorpecenteJohannes Gutemberg, inventor e gráfico alemão, teve sua maior e mais famosa obra A Bíblia de Gutemberg, a primeira Bília impressa, feita com papel de cânhamo. Ironico, né?! Com a “Santa Inquisição”, os católicos passaram a condenar o uso medicinal da maconha feito por “bruxas”, estas por sua vez foram queimadas por usarem a planta no feitio de remédios.


A primeira Bília impressa da história usou Cannabis como matéria prima.

Na Bélle Époque (final do século XIX), a maconha virou moda entre os artistas e escritores franceses, mas era também utilizada como fármaco para dilatar bronquios e curar dores. Dentre os intelectuais quechapavam o coco, podemos citar: Eugene Delacroix, Victor Hugo, Charles Buadelaire, Honoré de Balzac e Alexandre Dumas. Eles se reuniam para fumar haxixe e pesquisavam sobre o efeito da droga no tratamento de doenças mentais. Nessa época o Brasil vendia cigarros de maconha em farmácias!


OK, a marca não era Marlboro, isso é só uma montagem.

A maconha foi trazida para a América do Sul pelos colonizadores e as primeiras plantações foram feitas no Chile, por espanhóis. No Brasil, como já citei, além das caravelas, durante o século XVI os escravos africanos traziam-na escondida na barra dos vestidos e das tangas, para que fossem usadas em rituais de Candomblé. Outra possibilidade da cannabis ter chego até o nosso país é através dos marinheiros portugueses. Vale lembrar que a afirmativa de que a planta tenha sido trazida por africanos muitas vezes repercutiu como forma de preconceito, e nada prova que ela não possa ter sido trazida por marinheiros portugueses. Inclusive o uso de cachimbos d’àgua, principal técnica utilizada para fumar a erva até a primeira metade do século XX, teria sido introduzida pelos portugueses, estes por sua vez haviam trazido o hábito das culturas canábicas com as quais tiveram contato na Índia, principalmente na nossa boa e velhaGoa!


Cachimbo de água.

Em 1783, o Império Lusitano instalou no Brasil a Real Feitoria do Linho-cânhamo (RFLC), uma importante iniciativa oficial de cultivo de cannabis com fins comerciais por causa da demanda de produtos a base de fibras. Segundo historiadores e pesquisadores estudiosos da área, há inúmeros indícios de que Portugal investiu alto na plantação de marijuana no Brasil. Para que isso ocorresse, a Coroa financiou não só a introdução, mas também a adaptação climática da espécie em Hortos de estados como o Pará, Amazônia, Maranhão, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia.

O QUE ACONTECEU PARA QUE A MACONHA SE TORNASSE TÃO REPUDIADA?

No século XX, a maconha ainda era uma droga lícita e economicamente positiva, mas se tornou pouco aceita por representar as baixas classes sociais, pois a erva representava as raízes culturais do continente africano. Vale destacar que até então, colonizadores, senhores de engenho e Agentes do Império Lusitano já estavam habituados com o cultivo e uso da erva, mas o preconceito foi mais forte.

O primeiro documento proibindo o uso da maconha foi da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 1830. Este documento penalizava o uso da erva, mas não houve repercussão sobre o assunto. Porém, no inicio do século XX, com a industrialização e urbanização, o hábito de “puxar um” ganha adeptos, além de ex-escravos, mestiços, índios e imigrantes rurais, os moradores do meios urbanos passaram a utilizar a Cannabis, e é aí que autoridades começam a se preocupar com a repercussão da droga.

Apesar da planta ser utilizada como matéria-prima para fibra textil principalmente da elite, sua imagem ficou marcada e associada pelos pobres, negros e indígenas. No final do século XIX e inicio do XX, o processo de urbanização fez com que a população imigrante fosse vista como fonte de problema sanitário. Grupos higienistas e médicos  passaram a estudar e controlar a população através de instituições específicas. Criaram-se delegacias, Inspetoria de Entorpecentes, Tóxicos e Mistificações, que era responsável por reprimir práticas religiosas africanas ou indígenas, em geral, consideradas como feitiçaria, candomblé ou magia negra. A capital brasileira tinha que servir de modelo, e desta forma a população pobre que vivia nos centros urbanos passaram e ser perseguidas, tiveram suas casas e cortiços destruidos, passaram assim dos centros para as margens da cidade, formando as famosas favelas do Rio de Janeiro.


“Eu não fumo maconha, é coisa de preto”

Um fato curioso não confirmado: em 1924 o repudio contra a maconha piorou, e querem saber o pior? O culpado disso tudo foi um brasileiro! Durante uma reunião da Liga das Nações (antecessora da ONU), governantes estavam reunidos para discutir sobre o ópio, porém, o colega brasileiro aproveitou o momento para fazer um discurso sobre a maconha, afirmando que a droga matava mais que o ópio. Pode isso?! E foi desta forma que a maconha entrou na lista das substâncias passíveis de punição. Já com a ONU formada, em 1961, a maconha, junto com a heroína, foram consideradas as drogas mais perigosas e nocivas. Porém, são justamente os anos 60, do Movimento Hippie, que fizeram as drogas serem mais difundidas e vistas como combustível criativo.


Algo me diz que não é um cigarro comum…

Atualmente há inúmeras polêmicas e discussões em torno do assunto. De um lado, pessoas que apoiam sua liberação para uso terapêutico, assim como já é feito em lugares como Holanda, Bélgica, Espanha, Itália, França, Alemanha, Inglaterra e Dinamarca, Australia, Ásia, Oriente Médio, África, Estados Unidos, Canadá. Dentre movimentos representativos a favor, podemos citar o mais famoso deles: a Marcha da Maconha. De outro lado, pessoas mais conservadoras que alegam que a maconha além de ser prejudicial, pois aumenta a propensão à esquizofrenia e a doenças bronquio pulmonares, é uma porta para o uso de outras drogas.

Nos EUA, o dia 20 de abril é comemorado como o Weed Day, ou Dia da Erva, em português. A data foi criada por estudantes da San Rafael High School em 1971, e acabou evoluindo para um feriado da contracultura, sendo dia para manifestações e eventos favoráveis à legalização. É desta data que surgiu a brincadeira de 4:20, que inunda nossos Facebooks atualmente: é uma referência à data 4/20 (nos EUA o mês vem antes do dia na data).


E agora? Sua mãe vai saber o significado do 4:20 e você não poderá mandar mais no Facebook 😦

Diante disso, voltamos à eterna reflexão: ela deveria mesmo ser proíbida? Os danos à saúde existem, mas é claro que a proibição é uma decisão muito mais apoiada em política e sociedade do que em saúde. As comparações com os danos e efeitos da nicotina e do álcool já estão banalizadas, mas são pertinentes. Será que mesmo um século depois, ainda precisamos marginalizar uma substância como uma forma de segregar a baixa sociedade? Qual a sua opinião?

Veja o infográfico abaixo: 15 Coisas que você deveria saber sobre a maconha.



Como Plantar Maconha Dentro de Casa

Se você que mora aqui Brasil resolveu plantar seu próprio fumo, tenha em mente que apesar da lei estar um pouco mais branda, você pode ser confundido com um traficante e arrumar um belo problema para sua vida.

Veja a lei que regulamenta o cultivo no Brasil:
LEI Nº11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11343.htm

Mas se mesmo assim você optou pelo cultivo de subsistência, tenha consciência de que o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário. Você passará por dificuldades, decepções e algumas vezes o fracasso total. Não se aflija, foi assim com todos, estude e aprofunde-se cada vez mais. Com perseverança e muito trabalho você terá boas colheitas.

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A Cannabis Sativa é da familia da urtiga, ela se divide em duas sub-espécies, Cannabis Indica e Cannabis Sativa. Hoje em dia com o cruzamento das duas, temos as chamadas Hibridas, que são os variados skunks e hazes, portando as melhores qualidades de cada.

Cannabis Sativa

São de origem equatorial, necessitam de bastante luz e calor, demoram até 3 meses para floração e atingem altissimas estaturas. Sua folhas são finas e compridas, sem muitas ramificações de galhos. Na floração exalam fortes odores citricos. Devido a essas limitações não é muito indicada para o cultivo indoor. Possui altos niveis de THC, após fumada, dá uma onda bastante energética e eufórica.

Cannabis Indica

Suas caracteristicas são, em quase tudo, o inverso da Sativa. Tem origem em climas temperados, assim necessitam de menos luz e calor que suas primas. Seu florecimento é mais rapido, e sua estatura é menor em comparação a familia da Sativa. Suas folhas são pequenas e gordas, com bastante ramificação de galhos. Na floração exalam aromas doces, com muito menos intensidade do que as Sativas, e alta concetração de flores. Devido a estas caracteristicas, é a mais indicada e a menina dos olhos de todo agricultor indoor. Seu efeito após fumada é uma viagem maior e mais sedativa.

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A Cannabis, como quase toda as plantas, se divide em machos e fêmeas. Ao florecer ao lado de um macho, a fêmea é polinizada e produz sementes, deixando de produzir muita resina. Ao identificar e tirar os machos de perto, as fêmeas deixam de produzir sementes, se dedicam única e exclusivamente a produzir resina. A qual a função é proteger as flores do calor, do frio e de pragas. As flores também se desenvolvem bem mais e com maior densidade. O que nóis fumamos é a flor, caso não saibam.

Como identificar machos e fêmeas ?

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Quando a planta atingir sua maturidade, variando por volta de 4 a 6 semanas, será a hora de iniciar a floração. Após até 14 dias do período de floração, começarão a aparecer pistilos, “pêlos” brancos (indicativo de fêmea) ou pequenas bolas (indicativo de macho) crescendo na base de cada nó. Os pistilos crescem até 0,5 cm, sendo facilmente visíveis, aparecendo aos pares, um de cada lado do nó. As bolas crescem também na base de cada galho, aos grupos, parecendo pequenas cornetas, antes da forma final arredondada. Nas bolas está o pólen.

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Para quem escolheu o cultivo indoor, este é um dos fatores à influenciar a fartura da sua colheita. Primeiro de tudo você deve calcular quantidade de luz necessária no seu grow. A formula é esta:

Lumens – Um lumen equivale a quantidade de luz emitida por uma vela que incide sobre 1 pé quadrado de uma superfície a um pé (1 foot = 0,30m ) de distância.

Quantidade de lumens por metro quadrado (lux):

1000 – 5000 lux – Mínimo necessário pra vida;
10 000 – 15 000 lux – Mínimo necessário para um crescimento normal porém esparso;
20 000 – 25 000 lux – Mínimo necessário para crescimento robusto;
25 000 – 30 000 lux – Máxima eficiência para espécies sub tropicais;
25 000 – 50 000 lux – Máxima eficiência para espécies equatoriais;
90 000 lux – Itensidade da luz do sol na superfície equatorial da Terra.

As plantas precisam de 25 000 – 50 000 lux para desevolverem rápido. 

Todas as marcas de lâmpadas indicam na embalagem quantos lumens são emitidos por watt.

Obs: Não confudam lumens com lux, 1 lux = 1 lumen por m².

Tempo de luz por dia

Durante o vegetativo é necessário que elas recebam 18 horas por dia de luz e 12 horas na floração. Alguns deixam as luzes acesas 24 horas por dia no vegetativo, mas dependendo da espécie pode estressar a planta, ou seja, menos colheita.

Cores (espectros) das Lâmpadas

Durante o período vegetativo as plantas necessitam de uma luz com espectro igual ou superior a 6500 kelvin, uma luz branca azulada, isso vem escrito na embalagem dela. Durante a floração precisam de um espectro entre 2700 e 3000 kelvin, um tom amarelo alaranjado. É muito bom manter no vegetativo uma lâmpada de 3000k no meio das de 6500k, e vice-versa na floração. O espectro azulado estimula o crescimento das folhas, produz talos curtos, grossos e favorece um desenvolvimento vigoroso, ideal para o vegetativo. O amarelo-alanranjado favorece o crescimento das raízes, talo e a floração. Assim como a posição da Terra muda em relação ao Sol desde a primavera até o outono, também o brilho e a cor dos raios de luz recebidos pela Terra desde a estratosfera mudam. As folhas detectam a chegada do outono com a diminuição das horas do dia, a menor intensidade dos raios e um incremento da cor vermelha (alaranjada).

Tipos de lâmpadas

Em geral, hoje em dia se usam 2 tipos de lâmpadas, as de alta pressão, e as frias.

Alta pressão – Vapor de sódio (emite um espectro de 3000k, perfeito para a floração)  e Vapor de mercúrio (emite um espectro de 6500k, perfeito para o vegetativo). Elas necessitam de reator e uma voltagem de 220v. Esquentam demais, mas tem a melhor eficiência de lumens por watts. Por isso se você esta fazendo seu grow dentro do armário, terá que projetar também um mega esquema de esfriamento, com direito a um belo cool tube, e potentes coolers industriais. O reator por si só consome em média 50% a mais da energia q a lâmpada já utiliza, ou seja, mais capital para o projeto.  Se fizer em um cômodo da casa, será a mais indicada, pois tem a maior eficiência lumen por watt e elas adoram.

Lâmpadas frias – No passado as condenavam por sua eficiência, mas agora em 2010 elas são as grandes aliadas dos mini-grows, em armários por todo o mundo. Existem com todos os espectros, evite aquelas com reator embutido (são aquelas que todos utilizam ao invés das antigas incadecentes), utilize as tubulares, pois você pode colocar os reatores do lado de fora do seu grow, evitando o calor gerado por eles. Isto não é merchandising, pelo que vi na internet, a mais utilizada é a tubular OSRAM T5, possúi a maior eficiência de todas. Fora as gringas que não temos acesso aqui do brasil.

Tanto em um armário como em um cômodo, você precisará de um sistema de exaustão. Dentro do armário, você pode usar um cooler para pc de 120mm. Escolha um bem potente, ou até 2, e ponha-os no alto retirando o ar, pois é la onde o ar quente se acumula. O buraco de entrada de ar deve ser na parte mais baixa do grow, com o dobro do tamanho da saída de exaustão. Se sua exaustão estiver trabalhando bem, você não precisara de um cooler na entrada, já que a pressão atmosférica se encarrega de empurrar ar pra dentro, na mesma medida do ar que sai. Verifique se não entra luz pelos buracos de ventilação, isso é importantissimo, desenvolva um esquema onde só passe ar, não luz. Em um cômodo, coolers de pc não darão vazão. Procure por ventiladores industriais e faça um sistema de tubulução, igual aquele que sai do aparelho de gáz da sua casa.

Outra necessidade da planta é o gás carbônico, Co2, com ele a planta cresce vigorosa. Adquirindo um emissor de Co2, você deve saber que se não houver uma ventilação correta ele se acumulará no chão do grow.

Odores na Floração

Durante este período a erva exala grandes odores, com as sativas então nem se fala. É de extrema importância que você adquira um ionizador, ou um filtro de carbono ativado para colocar no sistema de exaustão do seu Grow. Senão toda a vizinhança saberá de tudo.

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É uma das etapas mais complexas de todo o processo. Os elementos necessários a vida da planta são luz, água, Co2 e nutrientes. Nesse momento, é crucial para um iniciante decidir se vai querer utilizar fertilizantes industriais, ou orgânicos.

Os nutriente essenciais para a vida da planta são:

N – Nitrogênio
P – Fósforo
K – Potássio

No vegetativo o mais necessário é o Nitrogênio e na floração o Fósfóro.

Cultivo com fertilizantes industrias 

Caso queira fertilizantes industriais, certifique-se de que não haja muitos nutrientes no solo, elabore um solo mais carente para usá-los com mais folga.
Ao adicionar fertilizantes químicos em um substrato com bastante nutrientes, você corre o risco de cometer um “overfert”, overdose de fertilizantes. Isto pode ser o fim da planta. Você consegue no mercado livre o fertilizante importado Peter`s Professional, não é o mais usado lá fora, porém dos melhores achados por aqui. Possui 3 modelos:

Para o pequeno broto criar bastante raiz – Plant starter (NPK 9-45-15);
Para o vegetativo – Hi-Nitro (NPK 30-10-10);
Para a floração – Blossom Booster (NPK 10-30-20).

Utilize só 0,5g diluida em 1litro de água. Em todas as outras fases utilize na mesma proporção, aumente para 1g somente caso tenha tido uma ótima resposta da planta. Aplique-os nas regas de 15 em 15 dias e sempre faça um flush antes de usa-los(exceto na priemira rega no inicio do vegetativo), significa que para cada 5 litros do vaso você terá que despejar, mais ou menos, 25 litros de água no substrato. Caso não o faça, a cada rega com fert seu solo será cada vez mais carregado, até o seu trágico fim.

Cultivo orgânico

Felizmente aqui no Brasil e em todo o mundo, existem maravilhosos substratos a venda no mercado. Prontos para o uso, só é necessário dar uma pequena arejada neles para que suportem a maconha o vegetativo inteiro. Para isso misture uma boa quantidade de fibra de coco no solo. No Brasil, a marca Terral faz um magnifico substrato, o Terral Solo, vem com ph balanceado e tudo para suportar um belo vegetativo, com ele pelo menos nos primeiros 30 dias não haverá necessidade de fert industrial. Também fica com você a decisão de segurar este substrato até a flora e fazer um transplante com farinha de osso – caso tenha escolhido um cultivo orgânico – ou fazer um flush e adicionar fertilizantes industriais. Caso não encontre esta marca, ou nenhuma parecida segue a receita:

Vegetativo:

30% de Terra Preta ou Turfa
30% de Fibra de coco
20% de Vermiculita
20% de Humus
1 Colher de Sopa de Calcário domilitico
1 colher de torta de mamona (só se tiver trabalhando com terra, a turfa já libera bastante nitrogênio junto ao humus)

Floração:

30% de Terra Preta ou Turfa,br />30% de Fibra de coco
20% de Vermiculita
20% de Humus
1 Colher de Sopa de Calcário domilitico
1 colher de farinha de osso ou de guano de morcego

Ao fazer esta mistura, molhe o vaso e deixe repousando durante 15 dias até se criar uma biodiversidade no substrato. Ponha argila expandida com fibra de coco no fundo do vaso para uma melhor escoação da água.

Transplantes:

Optando pelo cultivo orgânico, o ideal é fazer 3 transplantes para vasos de tamanho diferentes:

Nº1: O primeiro deve ser um bem pequeno, para que em sua fase inicial o broto enraize bem.
Nº2: Outro um pouco maior, para segurar 30 dias do vegetativo.
Nº3: O ultimo deverá ter um bom tamanho. Ele vai aguentar o resto do vegetativo, juntamente ao transplante para floração, e nos dois periodos será necessário ter espaço para uma boa ramificação das raizes. Um bom indicativo de que está na hora de um transplante é quando você notar que o solo está secando rápido. Isso acontece porque as raizes estão grandes precisando de mais espaço.

Regas

Regue somente quando o solo estiver totalmente seco, isto estimula o crescimento das raizes, mas não deixe seco por muito tempo pois pode alterar o ph e estressar a planta. O truque é pegar um palito de churrasco e enfiar a ponta chata até o fundo do vaso, se ela voltar suja é sinal de que ainda tem água, se não é hora de regar. Não há limite de água para rega, desde que o substrato tenha boa escoação.O pH

O pH É um fator determinante na tomada de nutrientes da planta. Se o pH for muito alto ou muito baixo, a planta não consegue absorver certos nutrientes e sais minerais. A falta/excesso de algum sal mineral ou nutriente pode fazer com que outros elementos também fiquem “presos” ao solo e a planta não consiga se alimentar, apesar de estar com fatura de alimento!

O PH ideal no vegetativo é entre 6,6 e 6,9 …. e na flora 6,0, a 6,5.

É a lei do mínimo: o elemento em menor disponibilidade manda no processo inteiro. Se ele faltar, nada vai para frente…Para vc ter uma idéia de como funciona o pH, uma solução com pH 5.0 é 100 vezes mais ácida que uma solução neutra pH 7.0,  isso quer dizer que cada casa decimal influenciará e muito nesta tomada de nutrientes. A maneira de analizar o pH é “contando” o número de átomos de H+ .Existem uns medidores de aquário bem baratos,  com eles você mede o ph da água que escôou pro prato. Porém o único meio eficaz e que realmente precisamos apesar do caro investimento é o medidor de pH digital. Apenas com ele você pode ter precisão e sucesso mais fácil.í. Para regular o pH existem soluções específicas para isso, no exterior, infelizmente.

Mas é claro que a gente dá um jeitinho, para aumentar o pH vocÊ pode simplesmente adicionar mais água mineral de pH alto 8.5 (comum por aqui), até que a solução fique no nível desejado ou adicionando hidróxido de potássio[KOH]. Normalmente você não tem que aumentar o pH, só se você abaixou ele demais/fertilizou demais. Se o problema for na água que você rega, acrecente 1 gota de vinagre em 1 litro e compare para baixar o ph. O calcareo domilitico é um bom condicionador de solo, com ele o ph não sofre mudanças drasticas.

Lembrando que se você tiver comprado um substrato pronto, com o ph já certinho, e tiver controle do pH da água a qual se rega, você não terá estes problemas.

germinacao

Para alguns muito simples, para outros um grave problema. Existem algumas formas, mas a melhor é esta: verifique se a semente não estoura fácil ao ser apertada entre os dedos(as mais duras são as melhores), depois deixe em um copo de agua com ph entre 6 e 7 por 12 horas, após isto, em um ambiente escuro, ponha as sementes entre duas folhas umidecidas de papel toalh dentro de um tapeware e feche. Não pode ser um ambiente frio, o ideal seria de 25º a 30º. Todo dia abra uma vez para renovar o ar, e certifique-se que não estão apodrecendo.  Ao manusear as sementes, o Tupperware e o guardanapo é de extrema impotância que você use luvas de latex estéreis.

Muitas pessoas utilizam o método de plantar a semente direto no solo, o que também funciona muito, o único problema é que caso você tenha adiquirido alguma determinada semente a qual sua casca seja realmente dura, o que muitas vezes gera a necessidade de utilizar uma lixa de unha suavemente apena para afinar sutilmente a casca. tal método que pode ser mais complicado se a semente estiver debaixo do solo, e não sobre o ambiente controlado de um tapeware ou coisa parecida.

As sativas podem demoram até 14 dias para germinar e as indicas até numa média de 3 à 4. Ao notar que a semente se abriu e a raticula saiu, espere-a crescer até no máximo 2cm. Faça um buraco de 2 a 4cm no substrato e ponha o broto com a raticula para baixo. Cubra cuidadosamente com substrato e certifique-se de que ao regar, o broto não irá se desalojar do lugar escolhido. Também há quem jogue no solo direto, mas assim você não terá controle dos resultados das semilhazinhas. Existem fertilizantes industriais maravilhosos, próprios para enraização de brotos há serem usados apenas na primeira rega da erva. Note que mesmo com o substrato fertilizado orgânicamente, você poderá utilizar este aditivo. Use um pequeno vasinho nesta fase, quando você sentir que a planta está absorvendo a água rapidamente é hora de trasplanta-la para um vaso maior.

clonagem

Ao identificar uma fêmea, ou em uma planta mãe, clonar é o melhor meio de otimizar todo o processo. Veja na foto onde devem ser os cortes, corte sempre em 45º em relação ao caule. Corte também a ponta das folhas como mostra a imagem, as setas brancas indicam os clones e as marcações azuis os cortes. Adquira um gel vendido próprio para isto, chamado sela gel. Passe o gel na ponta do caule da muda a ser plantada, espere 15 minutos e fixe-a no substrato. Os clones precisam de bastante humidade já que ainda não possuem raizes, se você não tiver um humidificador de ar, ponha um balde ou bacia de água no chão do grow e também dê borrifadas de água nas folhas umas 5 vezes ou mais por dia.

clonagem (1)

Vegetativo

Esta é a fase em que a planta deverá ganhar carcaça para a estação seguinte, dura de 2 a 3 meses. Necessitam de 18horas de luz diárias, e 6 de escuridão absoluta. Nada pode atrapalhar a noite delas, caso você sinta necessidade demais de trabalhar nelas durante seu descanso, utilize luz negra ou verde. Como dito na parte de iluminação, o espectro  das lâmpadas desta fase é de 6500 Kelvin, um tom branco azulado. Necessitam de fertilizantes com bastante nitrogenio, como dito acima no tópico “Solo e Nutrição” um bom exemplo é o Peter`s Hi Nitro de NPK 30-10-10.

O fim deste periodo pode ser forçado, mudando o espectro das lâmpadas e diminuindo o fotoperiodo, ou aguardando as fêmeas porem seus pistilos de fora e os machos suas bolas. Dependendo do seu espaço ou do tamanho atingido pela planta, você pode induzir a floração aos 2 meses de idade. Diminuindo o fotoperiodo e o mudando o espectro da lâmpada. Não há necessidade de tirar os machos no exato momento de sua descoberta, eles estimulam a floração das fêmeas e só começam a exalar o pólem após 2 semanas de maturidade.

Floração

Neste perido as plantas terão 12 horas de luz e 12 horas de escuridão. O espectro das lâmpadas deve ser de 2700 a 3000 Kelvin, aquele  tom amarelo-alaranjado. Necessitam de fertilizantes com bastante Fósforo, seguindo o exemplo do Peter`s Blossom Booster NPK 10-30-20. Antes de iniciar a floração, caso você queira utilizar fertilizantes industriais e não pretende fazer um transplante, faça um belo flush antes de jogá-los.

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15 dias antes da colheita faça um flush honesto na planta, o mais honesto já feito, para que o fumo não fique arranhando a garganta e deixe os camarões sugarem tudo das folhas, repletas de nutrientes. Existem 2 formas de identificar este momento, a mais fácil é esta. Durante a floração os pistilos antes brancos, vão aos poucos ficando avermelhados, quando mais ou menos 70% ficarem, é hora da colheita.
Na outra forma, use uma lente de aumento e tente ver os tricomas entroncados (pequenos cristais de THC sobre a flor). Se a maioria estiver clara, e não marrom, o

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ápice do buquê floral está próximo. Quando a maioria desses tricomas atingirem uma coloração marrom, os níveis de THC estarão caindo e a flor estará perdendo potencial, declinando rapidamente com a exposição à luz e ao vento. Então ao notar que todos estiverem brancos e alguns poucos marrons, é chegada a hora.  Não colha tarde de mais! Observe as plantas e aprenda o tempo ideal de colheita no ápice da potência floral.

secagem

Secagem

Corte os galhos com os bugs e faça uma manicure nas pontas das folhas que aparecem, não as arranque. Pendure-os em um ambiente escuro com ventilação, mas sem vento incidente nos bugs, de cabeça para baixo. Pese tudo antes de por para secar, quando eles estiverem com apenas 25% do peso inicial, e ao apertar os galhos eles quebarem estalando, é hora de curar.

Curagem

Jarras de vidro, latas de metal ou tuppeware, além de outros potes podem ser usados para curar suas flores. Coloque as flores propriamente secas no pote de sua escolha e deixe descansando em um lugar fresco e escuro. Remova a tampa do pote diariamente e vire as flores, permitindo que o dióxido de carbono escape. Repita esse processo por cerca de 2 semanas, ou até alcançar o gosto e/ou potência desejados. Durante a cura ocorrem nos buds inúmeras reações químicas e alguma atividade de biosintese. Basta lembrar de como amadurece e depois apodrece uma maçã, mesmo depois de colhida.

Discriminalização da Maconha – Lei de Drogas – É preciso mudar

Lei de Drogas: É Preciso Mudar

A nova proposta de projeto de lei, além de estabelecer critérios objetivos de diferenciação entre traficante e usuário, apoia instituições de cuidado para que os que sofrem com o abuso de drogas tenham a quem recorrer livres do medo da prisão.

Maconha Medicinal – Uso Terapêutico

O uso medicinal da maconha é tão antigo quanto a maconha. Hoje há muitas pesquisas com a cannabis para usá-la como remédio. Segundo o farmacólogo inglês Iversen, não há dúvidas de que ela seja um remédio útil para muitos e fundamental para alguns, mas há um certo exagero sobre seus potenciais. Em outras palavras: a maconha não é a salvação da humanidade. Um dos maiores desafios dos laboratórios é tentar separar o efeito medicinal da droga do efeito psicoativo – ou seja, criar uma maconha que não dê “barato”. Muitos pesquisadores estão chegando à conclusão de que isso é impossível: aparentemente, as mesmas propriedades químicas que alteram a percepção do cérebro são responsáveis pelo caráter curativo. Esse fato é uma das limitações da maconha como medicamento, já que muitas pessoas não gostam do efeito mental.

Câncer

Pessoas tratadas com quimioterapia muitas vezes têm enjôos terríveis, eventualmente tão terríveis que elas preferem a doença ao remédio. Há medicamentos para reduzir esse enjôo e eles são eficientes. No entanto, alguns pacientes não respondem a nenhum remédio legal e respondem maravilhosamente à maconha. Era o caso do brilhante escritor e paleontólogo Stephen Jay Gould, que, no mês passado, finalmente, perdeu uma batalha de 20 anos contra o câncer (veja mais sobre ele na página 23). Gould nunca tinha usado drogas psicoativas – ele detestava a idéia de que interferissem no funcionamento do cérebro. Veja o que ele disse: “A maconha funcionou como uma mágica. Eu não gostava do ‘efeito colateral’ que era o borrão mental. Mas a alegria cristalina de não ter náusea – e de não experimentar o pavor nos dias que antecediam o tratamento – foi o maior incentivo em todos os meus anos de quimioterapia”.

Aids

Maconha dá fome. Qualquer um que fuma sabe disso (aliás, esse é um de seus inconvenientes: ela engorda). Nenhum remédio é tão eficiente para restaurar o peso de portadores do HIV quanto a maconha. E isso pode prolongar muito a vida: acredita-se que manter o peso seja o principal requisito para que um soropositivo não desenvolva a doença. O problema: a cannabis tem uma ação ainda pouco compreendida no sistema imunológico. Sabe-se que isso não representa perigo para pessoas saudáveis, mas pode ser um risco para doentes de Aids.

Esclerose múltipla

Essa doença degenerativa do sistema nervoso é terrivelmente incômoda e fatal. Os doentes sentem fortes espasmos musculares, muita dor e suas bexigas e intestinos funcionam muito mal. Acredita-se que ela seja causada por uma má função do sistema imunológico, que faz com que as células de defesa ataquem os neurônios. A maconha alivia todos os sintomas. Ninguém entende bem por que ela é tão eficiente, mas especula-se que tenha a ver com seu pouco compreendido efeito no sistema imunológico.

Dor

A cannabis é um analgésico usado em várias ocasiões. Os relatos de alívio das cólicas menstruais são os mais promissores. Em lugares onde a maconha medicinal é liberada, todos os pacientes em qualquer pós operatorio tem direito a opção da erva.

Glaucoma

Essa doença caracteriza-se pelo aumento da pressão do líquido dentro do olho e pode levar à cegueira. Maconha baixa a pressão intraocular. O problema é que, para ser um remédio eficiente, a pessoa tem que fumar a cada três ou quatro horas, o que não é prático e, com certeza, é nocivo (essa dose de maconha deixaria o paciente eternamente “chapado”). Há estudos promissores com colírios feitos à base de maconha, que agiriam diretamente no olho, sem afetar o cérebro.

Ansiedade

Maconha é um remédio leve e pouco agressivo contra a ansiedade. Isso, no entanto, depende do paciente. Algumas pessoas melhoram após fumar; outras, principalmente as pouco habituadas à droga, têm o efeito oposto. Também há relatos de sucesso no tratamento de depressão e insônia, casos em que os remédios disponíveis no mercado, embora sejam mais eficientes, são também bem mais agressivos e têm maior potencial de dependência.

Dependência

Dois psiquiatras brasileiros, Dartiu Xavier e Eliseu Labigalini, fizeram uma experiência interessante. Incentivaram dependentes de crack a fumar maconha no processo de largar o vício. Resultado: 68% deles abandonaram o crack e, depois, pararam espontaneamente com a maconha, um índice altíssimo. Segundo eles, a maconha é um remédio feito sob medida para combater a dependência de crack e cocaína, porque estimula o apetite e combate a ansiedade, dois problemas sérios para cocainômanos. Dartiu e Eliseu pretendem continuar as pesquisas, mas estão com problemas para conseguir financiamento – dificilmente um órgão público investirá num trabalho que aposte nos benefícios da maconha.

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Vejam também Vídeo do Fantástico:

Por que a Maconha é proibida ?

A proibição da cannabis pode ter mais a ver com interesses morais, políticos e econômicos do que com argumentos científicos.

Começa assim a matéria “Marijuana: assassina de jovens”, publicada em 1937 na revista American Magazine.

“O corpo esmagado da menina jazia espalhado na calçada um dia depois de mergulhar do quinto andar de um prédio de apartamentos em Chicago. Todos disseram que ela tinha se suicidado, mas, na verdade, foi homicídio. O assassino foi um narcótico conhecido na América como marijuana e na história como haxixe. Usado na forma de cigarros, ele é uma novidade nos Estados Unidos e é tão perigoso quanto uma cascavel.”

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A cena nunca aconteceu. O texto era assinado por um funcionário do governo chamado ???? . Se a maconha, hoje, é ilegal em praticamente todo o mundo, não é exagero dizer que o maior responsável foi ele.
Nas primeiras décadas do século XX, a maconha era liberada, embora muita gente a visse com maus olhos. Aqui no Brasil, maconha era “coisa de negro”, fumada nos terreiros de candomblé para facilitar a incorporação e nos confins do país por agricultores depois do trabalho. Na Europa, ela era associada aos imigrantes árabes e indianos e aos incômodos intelectuais boêmios. Nos Estados Unidos, quem fumava eram os cada vez mais numerosos mexicanos – meio milhão deles cruzaram o Rio Grande entre 1915 e 1930 em busca de trabalho. Muitos não acharam. Ou seja, em boa parte do Ocidente, fumar maconha era relegado a classes marginalizadas e visto com antipatia pela classe média branca.
Pouca gente sabia, entretanto, que a mesma planta que fornecia fumo às classes baixas tinha enorme importância econômica. Dezenas de remédios – de xaropes para tosse a pílulas para dormir – continham cannabis. Quase toda a produção de papel usava como matéria-prima a fibra do cânhamo, retirada do caule do pé de maconha. A indústria de tecidos também dependia da cannabis – o tecido de cânhamo era muito difundido, especialmente para fazer cordas, velas de barco, redes de pesca e outros produtos que exigissem um material muito resistente. A Ford estava desenvolvendo combustíveis e plásticos feitos a partir do óleo da semente de maconha. As plantações de cânhamo tomavam áreas imensas na Europa e nos Estados Unidos.
Em 1920, sob pressão de grupos religiosos protestantes, os Estados Unidos decretaram a proibição da produção e da comercialização de bebidas alcoólicas. Era a Lei Seca, que durou até 1933. Foi aí que Henry Anslinger surgiu na vida pública americana – reprimindo o tráfico de rum que vinha das Bahamas. Foi aí, também, que a maconha entrou na vida de muita gente – e não só dos mexicanos. “A proibição do álcool foi o estopim para o ‘boom’ da maconha”, afirma o historiador inglês Richard Davenport-Hines, especialista na história dos narcóticos, em seu livro The Pursuit of Oblivion (A busca do esquecimento, ainda sem versão para o Brasil). “Na medida em que ficou mais difícil obter bebidas alcoólicas e elas ficaram mais caras e piores, pequenos cafés que vendiam maconha começaram a proliferar”, escreveu.
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Anslinger foi promovido a chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição e sua tarefa era cuidar do contrabando de bebidas. Foi nessa época que ele percebeu o clima de antipatia contra a maconha que tomava a nação. Clima esse que só piorou com a quebra da Bolsa, em 1929, que afundou a nação numa recessão. No sul do país, corria o boato de que a droga dava força sobre-humana aos mexicanos, o que seria uma vantagem injusta na disputa pelos escassos empregos. A isso se somavam insinuações de que a droga induzia ao sexo promíscuo (muitos mexicanos talvez tivessem mais parceiros que um americano puritano médio, mas isso não tem nada a ver com a maconha) e ao crime (com a crise, a criminalidade aumentou entre os mexicanos pobres, mas a maconha é inocente disso). Baseados nesses boatos, vários Estados começaram a proibir a substância. Nessa época, a maconha virou a droga de escolha dos músicos de jazz, que afirmavam ficar mais criativos depois de fumar.
Anslinger agarrou-se firme à bandeira proibicionista, batalhou para divulgar os mitos antimaconha e, em 1930, quando o governo, preocupado com a cocaína e o ópio, criou o FBN (Federal Bureau of Narcotics, um escritório nos moldes do FBI para lidar com drogas), ele articulou para chefiá-lo. De repente, de um cargo burocrático obscuro, Anslinger passou a ser o responsável pela política de drogas do país. E quanto mais substâncias fossem proibidas, mais poder ele teria.
Mas é improvável que a cruzada fosse motivada apenas pela sede de poder. Outros interesses devem ter pesado. Anslinger era casado com a sobrinha de Andrew Mellon, dono da gigante petrolífera Gulf Oil e um dos principais investidores da igualmente gigante Du Pont. “A Du Pont foi uma das maiores responsáveis por orquestrar a destruição da indústria do cânhamo”, afirma o escritor Jack Herer, em seu livro The Emperor Wears No Clothes (O imperador está nu, ainda sem tradução). Nos anos 20, a empresa estava desenvolvendo vários produtos a partir do petróleo: aditivos para combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o náilon e processos químicos para a fabricação de papel feito de madeira. Esses produtos tinham uma coisa em comum: disputavam o mercado com o cânhamo.
Seria um empurrão considerável para a nascente indústria de sintéticos se as imensas lavouras de cannabis fossem destruídas, tirando a fibra do cânhamo e o óleo da semente do mercado. “A maconha foi proibida por interesses econômicos, especialmente para abrir o mercado das fibras naturais para o náilon”, afirma o jurista Wálter Maierovitch, especialista em tráfico de entorpecentes e ex-secretário nacional antidrogas.
Anslinger tinha um aliado poderoso na guerra contra a maconha: William Randolph Hearst, dono de uma imensa rede de jornais. Hearst era a pessoa mais influente dos Estados Unidos. Milionário, comandava suas empresas de um castelo monumental na Califórnia, onde recebia artistas de Hollywood para passear pelo zoológico particular ou dar braçadas na piscina coberta adornada com estátuas gregas. Foi nele que Orson Welles se inspirou para criar o protagonista do filme Cidadão Kane. Hearst sabidamente odiava mexicanos. Parte desse ódio talvez se devesse ao fato de que, durante a Revolução Mexicana de 1910, as tropas de Pancho Villa (que, aliás, faziam uso freqüente de maconha) desapropriaram uma enorme propriedade sua. Sim, Hearst era dono de terras e as usava para plantar eucaliptos e outras árvores para produzir papel. Ou seja, ele também tinha interesse em que a maconha americana fosse destruída – levando com ela a indústria de papel de cânhamo.
Hearst iniciou, nos anos 30, uma intensa campanha contra a maconha. Seus jornais passaram a publicar seguidas matérias sobre a droga, às vezes afirmando que a maconha fazia os mexicanos estuprarem mulheres brancas, outras noticiando que 60% dos crimes eram cometidos sob efeito da droga (um número tirado sabe-se lá de onde). Nessa época, surgiu a história de que o fumo mata neurônios, um mito repetido até hoje. Foi Hearst que, se não inventou, ao menos popularizou o nome marijuana (ele queria uma palavra que soasse bem hispânica, para permitir a associação direta entre a droga e os mexicanos). Anslinger era presença constante nos jornais de Hearst, onde contava suas histórias de terror. A opinião pública ficou apavorada.
Em 1937, Anslinger foi ao Congresso dizer que, sob o efeito da maconha, “algumas pessoas embarcam numa raiva delirante e cometem crimes violentos”.
Os deputados votaram pela proibição do cultivo, da venda e do uso da cannabis, sem levar em conta as pesquisas que afirmavam que a substância era segura. Proibiu-se não apenas a droga, mas a planta. O homem simplesmente cassou o direito da espécie Cannabis sativa de existir.
Anslinger também atuou internacionalmente. Criou uma rede de espiões e passou a freqüentar as reuniões da Liga das Nações, antecessora da ONU, propondo tratados cada vez mais duros para reprimir o tráfico internacional. Também começou a encontrar líderes de vários países e a levar a eles os mesmos argumentos aterrorizantes que funcionaram com os americanos. Não foi difícil convencer os governos – já na década de 20 o Brasil adotava leis federais antimaconha. A Europa também embarcou na onda proibicionista.
“A proibição das drogas serve aos governos porque é uma forma de controle social das minorias”, diz o cientista político Thiago Rodrigues, pesquisador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos.
Funciona assim: maconha é coisa de mexicano, mexicanos são uma classe incômoda. “Como não é possível proibir alguém de ser mexicano, proíbe-se algo que seja típico dessa etnia”, diz Thiago. Assim, é possível manter sob controle todos os mexicanos – eles estarão sempre ameaçados de cadeia. Por isso a proibição da maconha fez tanto sucesso no mundo. O governo brasileiro achou ótimo mais esse instrumento para manter os negros sob controle. Os europeus também adoraram poder enquadrar seus imigrantes.
A proibição foi virando uma forma de controle internacional por parte dos Estados Unidos, especialmente depois de 1961, quando uma convenção da ONU determinou que as drogas são ruins para a saúde e o bem-estar da humanidade e, portanto, eram necessárias ações coordenadas e universais para reprimir seu uso. “Isso abriu espaço para intervenções militares americanas”, diz Maierovitch. “Virou um pretexto oportuno para que os americanos possam entrar em outros países e exercer os seus interesses econômicos.”
Estava erguida uma estrutura mundial interessada em manter as drogas na ilegalidade, a maconha entre elas.
Um ano depois, em 1962, o presidente John Kennedy demitiu Anslinger – depois de nada menos que 32 anos à frente do FBN. Um grupo formado para analisar os efeitos da droga concluiu que os riscos da maconha estavam sendo exagerados e que a tese de que ela levava a drogas mais pesadas era furada. Mas não veio a descriminalização. Pelo contrário. O presidente Richard Nixon endureceu mais a lei, declarou “guerra às drogas” e criou o DEA (em português, Escritório de Coação das Drogas), um órgão ainda mais poderoso que o FBN, porque, além de definir políticas, tem poder de polícia.

fonte: SUPERITERESSANTE Edição:179